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Modelo de Petição: Direito Civil e Processual Civil – Petição de Reconsideração em Agravo de Instrumento – Ação de Consignação em Pagamento – Pedido de reconsideração em agravo de instrumento.

Pedido de reconsideração em agravo de instrumento.

 

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ….. VARA CÍVEL DA COMARCA DE ….., ESTADO DO …..

AUTOS Nº …..

….., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n.º ….., com sede na Rua ….., n.º ….., Bairro ……, Cidade ….., Estado ….., CEP ….., representada neste ato por seu (sua) sócio(a) gerente Sr. (a). ….., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ….., portador (a) do CIRG nº ….. e do CPF n.º ….., por intermédio de seu advogado (a) e bastante  procurador (a) (procuração em anexo – doc. 01), com escritório profissional sito à Rua ….., nº ….., Bairro ….., Cidade ….., Estado ….., onde recebe notificações e intimações,  vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência requerer o que segue.

DOS FATOS

Na necessidade da rápida intervenção do Judiciário, para obtenção da tutela jurisdicional na defesa de seus direitos, e para evitar a preclusão da matéria, o Banco requerido  obrigou-se a impetrar Agravo de Instrumento no dia …………. contra a decisão de fls. ……,  desse Ilustre Juízo de Direito,  que  concedeu liminar ao autor no sentido de impedir  seu nome de ser incluído nos Registros de Proteção ao Crédito; o recurso impetrado tem  permissão dos artigos 522 e seguintes do Código de Processo Civil.

DO DIREITO

Determina o artigo 526 do mesmo Codex, a diligência obrigatória de fazer juntar aos autos a cópia da petição de Agravo e prova de sua distribuição com o respectivo preparo,  o que neste ato realiza.   Mas qual a razão desse decreto, seria de indagar-se?

Alguns dizem que é para dar conhecimento ao Juiz da causa, os termos do agravo, propiciando-lhe melhores condições de cumprir as informações solicitadas pelo Relator do Agravo, se necessário.

Outros, como Cândido Rangel Dinamarco, Teresa Arruda Alvim Wambier, Jander Maurício Brum, Nelson Nery Junior, e Humberto Theodoro Junior, ao comentarem o artigo 526, dizem que é para oportunar o exercício da retratação do Juiz prolator do despacho, como em frente, respectivamente:

01 “A primeira e mais intuitiva finalidade com que foi ditada essa norma, é a de propiciar ao juiz o juízo de retratação, que é do interesse do próprio agravante”  (In “A Reforma do CPC”, em 3a. edição da Editora Malheiros, de 1.996, pág. 194).

02. “Deve o agravante juntar aos autos o agravo nos três dias subsequentes à sua interposição. Trata-se de uma RECOMENDAÇÃO, isenta de sanção, e não de um ônus. Caso o agravante seja omisso, não se dará ao juiz também essa oportunidade de ficar sabendo que sua decisão foi impugnada para, ao depois, poder, se for o caso, retratar-se”. (In “O Novo Regime do Agravo”, 2a. Edição, Editora Revista dos Tribunais, 1996, pág. 375).

03. “Sobre a finalidade desse expediente, sinceramente, concordo com o afamado CANDIDO RANGEL DINAMARCO…”(In “Agravo. Inovações. Comentários”, 1a. Edição da Editora Aide, 1996, págs. 75/76).

04. “O objetivo da norma é dar condições para que o juízo a quo tome ciência da interposição do agravo e possa, querendo, proferir juízo de retratação da decisão agravada”. (In “CPC comentado”, 2a. Edição da Editora Revista dos Tribunais, 1996, pág. 951).

05. “Essa diligência não tem o objetivo de intimar a parte contrária, porque sua cientificação será promovida diretamente pelo tribunal (art. 527, III). Sus função é apenas de documentação e, também, serve como meio de provocar o magistrado ao juízo de retratação, que pode ocorrer mesmo antes das informações a serem prestadas ao relator (art. 527, I), tornando prejudicado o agravo (art. 529).” (“As inovações no CPC” – Forense, 6a. Edição, 1996 – Pág. 99).

O Requerido  comunga com estas últimas opiniões, porque a uma perfunctória análise,  resta cristalino que a vontade do legislador era oportunizar a revisão do despacho guerreado por seu próprio prolator, possibilitando-lhe que aquela faculdade (qual seja, a revisão, seguida da reconsideração ou manutenção da decisão interlocutória) também lhe fosse dada, e não só ao Tribunal ad quem, face o caráter de  celeridade e informalidade pretendido pela Reforma do Código de Processo Civil.

Aliás, é assim que estão ditando os tribunais, v.g.:

“Agravo de Instrumento – Princípios Constitucionais de Ampla Defesa e do Contraditório.
A nova lei buscou celeridade para o recurso do agravo de instrumento sem prejudicar o direito de defesa e onerar as  partes. Por isso compete ao agravante comunicar ao juízo singular a interposição, seus fatos e fundamentos, bem como o rol de documentos – art. 526. Visa, tal dispositivo, propiciar, ao juiz, a utilização da faculdade da retratação e à parte, a garantia da ampla defesa sem despesas com o deslocamento até a sede do Tribunal. Desatendido, restam feridos os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Estabelece o art. 526 do Código de Processo Civil – com a redação dada pela Lei n.º 9.139, de 1995 – que o “agravante no prazo de 3 (três) dias, requererá juntada, aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição, assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso”.

Tal providência tem duas finalidades: a primeira, de levar ao conhecimento do juiz sua inconformidade com a decisão interlocutória proferida, propiciando, assim, que o magistrado utilize o juízo de retratação. E, reformada inteiramente a decisão, haverá a comunicação ao relator que julgará o agravo prejudicado – art. 529 do CPC, a Segunda, é levar ao conhecimento, também da parte adversa, a inconformidade oportunizando que a mesma, sem precisar se deslocar ao juízo ad quem – no caso concreto, distante mais de 400 quilômetros da sede da Comarca – possa responder ao agravo sem sofrer qualquer prejuízo em sua defesa e sem maior despesa. Restando assim, respeitado o princípio constitucional do contraditório. As duas finalidades buscam, sem dúvida alguma, a celeridade processual, aliás tônica da novel legislação, sem que se onere as partes e, repita-se, respeite-se o contraditório processual…(…)…” (TA-RS – Ac. Unân. da 2ª Câm. Cív., de 03/04/97 – AI 196.266.282 – Rel. Juiz Marco Aurélio – In ADV – Advocacia Dinâmica – COAD – Ano 17, 1997 – Pág. 494/495) – *Sublinhados são do peticionário.

DOS PEDIDOS

Feitos esses necessários e indispensáveis esclarecimentos, vem o Banco requerido, sempre respeitosamente,  à presença de V.Exa.,  para  requerer a ponderação dos fatos apresentados, para que haja a reconsideração e revogação  da r. decisão de fls. 53,   posto que o direito do réu  se configura legítimo para o caso em comento.

Ainda é tempo de se restabelecer a justiça e esta se encontra em mãos de Vossa Excelência.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.

[Local], [dia] de [mês] de [ano].

[Assinatura do Advogado]
[Número de Inscrição na OAB]

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Categoria: Civil e Processual Civil, Petições
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