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Modelo de Petição: Direito Trabalhista – Contrarrazões de Recurso Ordinário – Reclamação Trabalhista – Contra-razões de recurso ordinário interposto de sentença trabalhista.

Contra-razões de recurso ordinário interposto de sentença trabalhista.

 

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA …. VARA DO TRABALHO DE ….. ESTADO DO …..

….., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ….., portador (a) do CIRG n.º ….. e do CPF n.º …..,  residente e domiciliado (a) na Rua ….., n.º ….., Bairro ….., Cidade ….., Estado ….., por intermédio de seu (sua) advogado(a) e bastante procurador(a) (procuração em anexo – doc. 01), com escritório profissional sito à Rua ….., nº ….., Bairro ….., Cidade ….., Estado ….., onde recebe notificações e intimações,  vem mui respeitosamente, nos autos em que contende com …., à presença de Vossa Excelência propor

CONTRA-RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

requerendo desde logo, sejam as mesmas remetidas ao Egrégio Tribunal regional do Trabalho da …. Região, para fins de improvimento do recurso interposto.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.

[Local], [dia] de [mês] de [ano].

[Assinatura do Advogado]
[Número de Inscrição na OAB]

EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA ….. REGIÃO

RECORRENTE …..
RECORRIDO ……
AUTOS Nº …..

….., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ….., portador (a) do CIRG n.º ….. e do CPF n.º …..,  residente e domiciliado (a) na Rua ….., n.º ….., Bairro ….., Cidade ….., Estado ….., por intermédio de seu (sua) advogado(a) e bastante procurador(a) (procuração em anexo – doc. 01), com escritório profissional sito à Rua ….., nº ….., Bairro ….., Cidade ….., Estado ….., onde recebe notificações e intimações,  vem mui respeitosamente, nos autos em que contende com …., à presença de Vossa Excelência propor

CONTRA-RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

DAS CONTRA-RAZÕES

COLENDA CORTE
EMÉRITOS JULGADORES

PRELIMINARMENTE

DA ILEGITIMIDADE DE PARTE

A Recorrente tem  como pretensão a reforma do despacho, em nome de  ……….. ( como recorrida, constante às fls. 04),  e não em nome  de  ……..,  por isso,  o Agravo de Instrumento deve ser extinto, pois a Sra. ……., não tem qualquer direito  no lugar da verdadeira titular , ou são a mesma pessoa,  entendendo ausentes os pressupostos que autorizam a determinação da referida medida.

Não obstante o trabalho desenvolvido, não se vislumbra qualquer  possibilidade de admissão do presente apelo vez que a Recorrida (fls. 04 ),  é ………, sendo que a Ação de Indenização dos Autos de números   ………, que tramita perante a ……….. Vara Cível da Comarca de ……. – Estado do …….., tem como Autora a Sra. ………, erro passível de nulidade do  referido Agravo de Instrumento. Requer-se.

Por sua vez,  a Recorrida não trouxe  aos autos além do  “erro de pessoa”,  argumentos  sérios e capazes de justificar sua pretensão, conforme restará devidamente demonstrado.

DO MÉRITO

DOS FATOS

Entendendo-se, que tal erro de pessoa seja superado, cumpre esclarecer que a presente Ação de Indenização é fundada na  “omissão e negligência” da Empregadora ( ………), em relação a sua obreira (ocasionando a doença profissional decorrente da lesão por esforço repetitivo a qual  poderia ser evitada com adoção de projeto adequado  para o  ambiente de trabalho, labor planejado, com descansos espontâneos e obrigatórios; programa de alternância no desenvolvimento de atividades  etc.,  iniciativa que cabe ao empregador, no contexto do seu poder de direção.

Do próprio Agravo de Instrumento a Recorrente, juntou às fls. 18/21, todo o histórico clínico fundamentado na exordial, sequer contestado pela Ré, que espelha a total  falta de cuidado com a saúde de sua obreira, bem como confessa que  a  doença profissional  foi ocasionada  em função dos movimentos repetitivos ( documento em anexo, datado de 15.12.98 –  Relatório Médico Ocupacional ).

Pela analise do histórico clínico, da ora recorrida, inúmeras foram as advertências  dos médicos com a empregadora, na tentativa de substituir as suas atividades, por  àquelas que não exigissem esforço  repetitivo, porém, sem sucesso, demonstrando claramente a evolução clínica da doença profissional, conforme consta das peças ora juntadas, em anexo.

Perceba-se que a Recorrida ao ser admitida na ……, conforme consta dos documentos em anexo,  em especial aquele datado de 26.11.98, referente ao Relatório  Médico Ocupacional, consta do exame admissional  “APTA”   para a função; já  o documento datado  de 15.12.98, em anexo, emitido pela Companhia Brasileira de Distribuição ao INSS,  confessa espontaneamente que a empregada continua prestando serviços na FUNÇÃO DE OPERADORA DE CAIXA, e ainda,  que no EXAME ADMISSIONAL ( APTA )  NÃO FOI CONSTATADO NADA E QUE TAL DOENÇA FOI EM FUNÇÃO DOS MOVIMENTOS REPETITIVOS DE OPERADORA DE CAIXA.

Ora, a Recorrida, é hipossuficiente  em relação à  Recorrente. Claro que houve um prejuízo a saúde da Sra. …….,  causado e confessado pela  ex-empregadora ( …………), conforme acentuado acima.

DO DIREITO

Natural, que a Recorrente, quem causou este prejuízo físico à Recorrida, conforme confissão ao INSS,  a qual tinha o dever de orientar e zelar pela saúde de seus funcionários,  eis que, dispõe de todos os meios para explicitar o que  ocorreu com o aparecimento da lesão por esforço repetitivo  em sua obreira. À ela Recorrente que cabe esclarecer os fatos ocorridos devidamente demonstrados às fls. 17/24 da peça de Agravo de Instrumento; qual a extensão da doença profissional causada por  “omissão e negligência” e da empregadora.

A Recorrida, obreira, é hipossuficiente em relação a Recorrente, e assim ensina o eminente processualista Antonio Carlos Marcato:

“Considerando que as partes não podem ser surpreendidas, ao final, com um provimento desfavorável decorrente da inexistência da prova desfavorável decorrente da inexistência ou da insuficiência da prova que, por força  da inversão determinada na sentença, estaria a seu cargo, parece mais justa  e condizente com as garantias do devido processo legal a orientação segundo a qual o juiz deve,  ao avaliar a necessidade de provas e deferir a  produção daquelas que entenda pertinentes, explicitar quais serão objeto de inversão.”

A título de exemplo, apenas traçando um paralelo com as relações de consumo,   pelo fato do  consumidor  ser hipossuficiente em relação ao fornecedor, aplica-se o art. 6o , inciso VIII do CDC; o qual autoriza que o juiz determine a inversão do ônus da prova.

Na esfera das relações de consumo é importante  transcrever também os ensinamentos do processualista José Rogério Cruz e Tucci ( ob. Cit., pág. 189) a respeito:

“A  hipossuficiência aí preconizada, como já tivemos oportunidade de afirmar, não diz com aspecto  de natureza econômica, mas com o monopólio da informação.

Note-se, que a clássica regra de distribuição do ônus da prova, no âmbito das relações de consumo, poderia tornar-se injusta pelas dificuldades da prova de culpa do produtor  ou fornecedor, em razão da disparidade de armas, com que conta o consumidor para enfrentar a parte  melhor informada.”

Não seria diferente na relação de trabalho, onde a disparidade  do empregador é infinitamente maior que a de seus obreiros.

Na espécie, quem detém o monopólio da informação  clínica da Recorrida, é a ……., quem causou o quadro evolutivo da doença em sua obreira por “omissão e negligência”. Como ela  ( Companhia Brasileira de Distribuição ) detém o poder da informação sobre o assunto ( diagnósticos completos), dela é o ônus probatório de comprovar que não foi omissa ou negligente, ou ainda, que o quadro clínico da Recorrida não enseja qualquer tipo de indenização, eis que, bem demonstrado através da documentação acostada pela Recorrida quanto a lesão decorrente do trabalho ininterrupto como Operadora de Caixa.

Cabe, portanto, no presente caso a inversão do ônus probatório diante da  hipossuficiência da Recorrida. Indiferente que a Recorrente queira a incidência da  regra em virtude da verossimilhança de suas afirmações. Aplica-se  aqui na sua  inteireza a regra  de que  expor os fatos,  fazer o requerimento, sendo que a adequação  jurídica cabe ao juiz,  mesmo porque,  a própria  Recorrente às fls. 53, item 3,  também requereu a perícia médica para apurar a eventual incapacidade total ou parcial da Recorrida.

Art. 33 – CPC.

“Cada parte pagará a remuneração do assistente técnico que houver indicado; a do perito  será paga pela parte que houver requerido o exame, ou pelo autor, quando requerido por ambas as partes ou detrminado de ofício pelo juiz.”

Diante do exposto, conclui-se que não merece reparo a medida deferida pelo MM. Juiz a quo,  eis que foram observados todos os procedimentos legais necessários  e que se encontram  presentes os pressupostos que justificam  a sua aplicabilidade, e ainda, o Agravo de Instrumento  dirigido a este respeitável Tribunal, às fls. o4, tem como  recorrida a Sra. ……., portanto, requer-se a  sua nulidade, de pleno  direito, por erro de pessoa.

Requer-se também a juntada dos documentos em anexo, observada a Resolução  08/2000, artigo 207, parágrafo único  do Regimento Interno.

DOS PEDIDOS

Ex positis, espera e confia a Recorrida ( ……),  que, uma vez recebida e processada a presente, seja mantido o r. despacho que determinou  à Recorrente  no prazo de  10 ( dez)  dias efetuasse  o depósito da verba correspondente aos honorários periciais, invertendo o ônus da prova,  já que a Recorrente na peça Contestatória também requereu  a prova pericial médica ( fls. 53, item 03 ), ou não sendo este o entendimento de Vossa Excelência, que seja respeitado o pedido de justiça gratuita da Recorrida, às fls. 28, e requerido pela própria Recorrente, por se tratar de medida da mais lídima Justiça !

Nesses Termos,
Pede Deferimento.

[Local], [dia] de [mês] de [ano].

[Assinatura do Advogado]
[Número de Inscrição na OAB]

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Categoria: Petições, Trabalhistas
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